domingo, 24 de agosto de 2014
Flores!
Flores
Não,
Não quero, nenhuma flor, arrancada da terra,
Não quero,
Não quero natureza morta...
Deixa, deixa todas, as flores...
Deixa, deixa elas viverem...
Deixa,
Deixa a vida viver...
Amor,
Se eu soubesse,
Que te arrancariam a vida,
Eu impediria...
Não, não, não...
Não flores em cima de você...
Chega!
Você não vai conseguir respirar....
E deixe os homens,
Os homens que se matem,
Eu não me importo,
Eu me importo com você...
Flores,
Flores,
Natureza morta,
Adeus flores, flores...
Não me castiguem,
Com este cheiro de flores...
Flores que aqui estão,
Mas já eram...
Ai que saudades,
Das flores, dos canteiros das calçadas,
Molhadas,
Sem nada dizer...
Porque tudo, era tudo,
Porque tudo era nada,
E nós dois na estrada,
Sonhando na madrugada...
Saudades, saudades,
Do teu sorriso,
Paraíso acabado,
Um jardim destruído...
Flores!
Flores!
Despedida...
Partida...
Adeus...
segunda-feira, 28 de julho de 2014
A vida e a morte!
A vida e a morte!
A vida e a morte,
Ai que sorte...
Neste mundo estar...
Sem saber meu norte...
Entre "fatos" e "fatos",
Eis os atos!
Dessa alma,
Que vive nos autos...
Quanta alegria!
Quanta tristeza!
Neste mundo inteiro...
Cheio de beleza!
E tudo é estranho...
E tudo tem um tamanho...
Entre a alma e o corpo,
E sentir-se estranho...
Mas a Terra gira,
Gira no Universo,
E tudo parece,
Conter-se num verso...
E aqui se vai,
Entre o real,
E o irreal,
Neste mundo desleal...
Entre a riqueza e a pobreza,
Entre mesa farte,
E a fome que mata,
E uma pequena certeza...
Quantas estrelas há no céu?
E tu onde estás?
Nesta vasto Universo,
Onde não se volta para trás...
LRG
27/07/2014
Algarve
Praia do Alvor
Portimão
Algarve.
Fim.
quinta-feira, 24 de julho de 2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Os olhos falam!
Os olhos falam!
Às vezes, as palavras não são necessárias, ao contrário disso, são totalmente desnecessárias quando nada se pode dizer, e apenas "um olhar" diz tudo, por todos os anos, por todo sentimento escondido, calado, aprisionado por não poder ser...
Então, o olhar na chegada diz tudo: "- Quanto tempo! Estamos velhos! Estamos longe! Nunca poderemos ser dois, não há hipótese...!". Uma lágrima, escorre no canto dos olhos, é escondida, mas para quem ama, é perceptível como uma onda batendo numa rocha com toda força e se esvaindo novamente pelo mar, escondendo-se, deixando-se de ser emoção forte, deixando-se que o mar todo a leve e a adormeça para que não seja mais "onda", para que se esconda o amor... Apenas sonhos não vividos, apenas imaginação, apenas um sentimento guardado as sete chaves numa caixinha que nunca ninguém encontrará, mas que um olhar já mais é capaz de apagar...
E tudo se passa pelas trivialidades deste mundo, deste século XXI, que história será essa contada daqui mil anos? Não sei, não sei, não sei...
É hora de partir, está tudo cumprido, tudo perfeito, "adeus" e de novo o olhar, olhar de despedida, o olhar que chora... A lágrima disfarçada escorre da face dele, Raquel sorri, mas seu coração já entendeu e chora... Não há tempo para tristezas, pelo menos para Raquel, mas para ele, ela nunca saberá o que aconteceu...
Então, passam-se três dias, e depois de toda atribulação, num momento de silêncio, Raquel se recorda daquele momento de chegada e de partida e daquela lágrima, e ela chora, chora... Um grande amor para recordar...
quinta-feira, 3 de julho de 2014
O menino no carro!
O menino no carro!
Lá ia menino no banco de trás do carro. Eu podia vê-lo através do vidro do meu carro que estava atrás do dele. Ele ia feliz olhando para trás. Aquela cena remeteu-me a minha infância, não havia coisa mais gostosa nesse mundo do que ir no banco de atrás do carro olhando para o carro de trás. Era uma alegria, não haviam cadeirinhas, nem cintos de segurança e ficávamos soltos no banco. O carro que vinha atrás podia ter um motorista alegre, ou um carrancudo, ou alguém sem expressão. Às vezes, arriscávamos fazer um "tchau" para tal motorista, e a resposta, na maioria das vezes era um "tchau" também! Então ficávamos super felizes, às vezes com vergonha abaixávamos no banco de trás do carro. Depois, voltávamos a reaparecer e fazíamos de novo tchau, mostrávamos nossa boneca ou nosso bicho de pelúcia, e pronto, a amizade estava instalada, e acompanhávamos o carro até ele mudar de rota e aí, íamos seguindo e fazendo tchau até o perdermos de vista. Essa era nossa brincadeira, mas acredito não ser a brincadeira de milhares de crianças do mundo.
Esse menininho que apareceu virado para trás na frente do meu carro, não fez tchau, não arriscou, vai ver estava com cara de preocupada indo buscar meu filho na escola, preocupada com o horário, sempre correndo contra o tempo como se faz no mundo atual... Nem temos mais momentos de descontração, parece ser sempre tudo tenso, corrido... O menininho de cor negra com seus cabelos encaracolados, olhos castanhos, ia livre no fusca vermelho velho do seu pai talvez... Não estava preso na cadeirinha com cinto de segurança, quem sabe não tem dinheiro para comprar as "super", "ultra" modernas cadeirinhas de segurança para carro que são tão caras...
E assim voltei ao passado, fiquei parada no tempo, relembrando os tempos felizes, quando era tão simples ser feliz... As crianças são mais felizes? Acho que sim para a maioria... Melhor fase da vida, a infância...
domingo, 22 de junho de 2014
Aniversário
Aniversário
E quando você acorda no dia do seu aniversário triste e desanimada o que fazer? O que fazer se não está afins de bolo, nem velinhas, nem salgadinhos e nem brigadeiros? Também ainda é cedo, são oito horas da manhã, talvez toda essa história possa mudar e eu ainda queira encher algumas bexigas. Triste "tristeza" bater na porta hoje às sete da manhã sem ser convidada bem no dia do meu aniversário, também pouco me importa... Os meus inimigos devem estar se deliciando com mel nos lábios com a notícia...
Quando eu era pequena, por volta de uns cinco anos de idade, achava o mundo belo. Apesar da minha bronquite que me atormentava, e provavelmente hoje, no dia do meu aniversário ela estaria "atacada", não acreditava que pudesse ter inimigos. Os anos passaram e eles apareceram, e deve ser normal da humanidade, ter ser inimigos... Lamentável, horrível, pessoas que querem seu mal... E o mundo adulto é isso, uma decepção, por mais que se faça aniversário, e festa de aniversário, está tudo lá, cheio de reviravoltas, lembranças que deveriam ser apagadas e não saem da nossa cabeça, fases da vida da gente que achávamos que estávamos na direção certa e estávamos mesmo na direção errada, num barco furado, e nada de discernimento, e com os aniversário vem a velhice, tempo da sabedoria ou do esquecimento, da doença de Alzheimer, do cansaço...
Eu fico com aquela frase que aparece sempre no facebook: "Feliz a época quando a minha única preocupação eram meus joelhos ralados de tanto brincar...".
E para meus inimigos, um bom dia e "beijinho no ombro só para os invejosos de plantão..."
domingo, 15 de junho de 2014
Paz!
Paz!
Palavra tão pequena, três letras apenas, mas tão almejada por tanta gente e por mim também neste momento da minha vida.
Será que é possível ter paz, e se tem que partir para longe, ficar enclausurado em algum lugar longe de tudo, de todas as pessoas, de todos os blá, blá, blá...
A paz querida, cadê você? Onde será que você existe, ou existiu? Talvez no meio do mato, numa casinha distante? Numa praia distante? Num país quieto, sem alvoroço, neutro? Mas, não, não, sinto-me na muvuca da cidade grande, da correria, onde o tempo não passa sem que te digam algum problema... Sem que você se veja livre de confusões e problemas e mais problemas...
Onde existe a tão procurada PAZ? Vou espalhar por todos os postes um cartaz dizendo:: "Procura-se a PAZ!".
Existe sempre um problema, e se não há as pessoas criam... Gostaria de saber em qual época da história de toda a humanidade as pessoas procuraram pela paz... Sinto que estão sempre querendo confusão... Até Deus é motivo de guerra, mortes, separações, é decididamente ridículo!
Você assisti uma copa do mundo, mesmo que pela televisão, e tem que ver o povo mal educado xingando pessoas... Você vai numa comemoração do dia de Portugal em São Paulo, e tem que ouvir gente xingando, atrapalhando pessoas que vieram de tão longe e não tem nada a ver com isso... Será que nossos ouvidos viraram pinico? Eu vou atender os pacientes, faço o possível, e mesmo de dentro do consultório com a porta fechada dá para ouvir os outros reclamando, reclamando... Nunca estão satisfeitos, mas não fazem nada inteligente para mudar a situação... "Quando a cabeça não pensa o corpo padece..." e acho bem verdade esse ditado... Tem gente que quer é estragar a paz dos outros, porque não sabem fazer mais nada além disso... Mexam-se! Move on!
Criticar é fácil não é! Quero ver fazer algo de bom de verdade!
Por um mundo de PAZ!
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