sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Humanidade século XXI!

E um belo dia você aprende que ninguém ė como você. E então, você vê coisas horríveis, inconcebível e pequenas no sentido moral. Você não consegue acreditar que o ser uma é assim, pequenez na sua existência, corruptível, mau, sem escrúpulos. Você fecha e abre os olhos para acreditar que está sonhando, mas quando abre ė o mesmo lamaçal anterior... Você tenta encontrar uma flor de lótus, mas nada e é só mentira, algozes ao seu redor... Você não acredita, acha que não é possível, mas é possível as pessoas todas corrompidas... Você nada na lama, mas a lama é tanta que você encontra um ali e outro ali e só pode acender a mão e perder de vista o ser bom. Você continua procurando uma luz, mas vê a luz dos astrozes que estão ali te acendendo de longe e rindo , e bebendo e agindo como se fossem deuses... Você continua sem entender o porquê de tanta barbaridade, mas a resposta está na sua cara, falta de escrúpulos! De novo, e sempre a humanidade andando no meio do caos, procurando o caminho do escárnio ao invés da paz, do amor e empatia ... E daí ele ficou e pobres rindo e fazendo festas como bestas, mas pobres de alma e coração... E assim caminha humanidade rumo ao nada, escuridão perpétua ...
LRG

sábado, 26 de outubro de 2024

Padrinho! Cadê você?

Padrinho, que saudades de você!  Você não estava hoje e foi difícil... Os seus olhos olhando para mim desde bebê não brilham mais... Padrinho cadê você por favor! Quanta falta! Quantas saudades! Cadê sua voz? Cadê você? Eu te procuro de um lado e por trás do espelho do banheiro, mas você não vem... Quando você se foi uma das minhas alegrias se acabaram... Como existir sem você? Você era meu norte, você que me ensinavs persistir no meu caminho da medicina, e cuidar das pessoas sem nunca esperar nada em troca, e nunca parar, nunca cansar... Eu segui, eu fiz tudo que você me pediu padrinho... Eu cuido deles com toda a força da medicina universal, mas eu estou cansada padrinho, e você partiu e não sei mais o que fazer... Eu penso que a linha espiritual não precisa mais de mim.... Você está aí no nível superior... Eu fiz tudo que você me ensinou... Vocês ainda precisam de mim? Eu posso parar? 

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Pessoa que importa!

Eu amo sim, a pessoa que está ao meu lado quando mais preciso... Não é a toa, porque tive uma pessoa ao meu lado desse jeito. Ele era assim, ele nunca me deixava sozinha... Ele estava sempre junto de mim, mesmo longe no espaço... Eu só fechava os olhos e ele esteve comigo. Ele partiu desse mundo chamando Terra, mas não me deixa, ele insiste em de fazer presente... Ele não descansa, ele é tudo por mim ... Eu não sei onde ele está, mas só que tenta de tudo jeito estar presente... E eu o amo tanto que o vejo dentro de mim... E não existe dorama mais lindo que o meu, e nunca existirá uns história assim...

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Tio Zé

Tio Zé! Eu te amo!


Eu aqui estou morta viva, meu tio que eu tanto amava faleceu... Eu posso dizer a verdade, não consigo lidar com isso... Mas todos parecem continuar a vida normal como se nada tivesse acontecido... Eu gritei muito e fiquei doente. Eu aqui desse jeito enferma, doendo tudo, o corpo a alma, e ainda com cólica renal... Eu só lembro do meu tio, meu amigo, meu protetor, pessoa honesta e trabalhodora... Um homem bom demais que amava as sobrinhas, sempre fez tudo por mim e todos... Ele trabalhava na Vigor, às vezes trazia iogurtes para eu ficar forte,  eu comia os iogurtes e subia na cadeira e dizia: "-Olha tio Zé, olha tio Zé minha barriga está ficando grande como a sua... Olha tio Zé estou ficando igual a você..." Eu queria ser igual a ele de tão bom que ele era, queria ser barrigudinha porque ele era o meu herói...
Os dias passaram e nunca meu sentimento foi mudado por ele.... Nunca houve um desentendimento, nada... Eu o amo como aquela menininha, mas eu o amo demais...Acredito que diferente dos outros, porque brigam comigo por quê eu choro, porquê eu estou dilacerada ... Eu amo meu tio como se eu fosse aquela menininha inocente .... Eu estou muito doente... Espero sarar... Que essa pedra no meu rim saia logo...

Lilian Regina Gonçalves

02/02/2023

sexta-feira, 6 de maio de 2022


 Masmorra


Oh Masmorra Velha!

Se eu não te visse  hoje,

Acharia que tudo não passasse de uma ideia...

Mas você está presente...


Não, não é a época dos mouros...

Já está libertado os escravos,

Aos olhos daqueles,

Que não valem um centavo!


Meros andarilhos ricos,

Porque a vida engana,

Vão rindo à toa na passarela

Porque a morte ganha e um dia você estranha...


Vão sem sentido,

Numa dança imunda,

Num vazio sem nada,

Onde a falsidade inunda...


Não se tem mais brio,

Nem caráter, nem compaixão,

Mal sabem eles,

Que acabarão num caixão!


Vão em frente,

Só pensem no hoje,

Vão todos contentes,

Para o mar da desilusão...


 Não chorem depois,

A parte de nós dois,

Que juntos vimos o escárnio,

Diante dos olhos depois...


Ninguém está nem aí, Agora

Chorará o mundo outrora,

Dentro de uma masmorra,

Que agora tu ignoras...


Vai em frente camaleão,

Que muda hoje e sempre,

Conforme a ocasião!

Eu te digo Adeus, vá ser uma serpente! 


Lilian Regina Gonçalves

quarta-feira, 4 de maio de 2022

 Clima do Tempo


O que me importa se hoje chove,

O se amanhã faz sol?  

Minha alma morta não se move,

Está presa a um anzol


E quem lá se vive agora?

No frio do mundo cinzento,

Vivendo só por hora,

Longe do próprio pensamento...


O sol não brilha mais,

Não há vida com paz  lá fora,

É só uma dança triste,

Do que foi e não será jamais...


Vem o sol,

Vem o vento

Vem o frio,

No fio do pensamento...


Nada importa,

Se faz frio ou vento,

Num mundo sem amor ao próximo,

É apenas um tormento!


Será um tornado,

Um caso mal falado,

Uma distorção mundana,

Ou um homem maltratado?


Se há trovões? Existem muitos...

Num mundo frio e desatento,

 De uma alma machucada,

Que só precisa de alento!


Faça sol ou faça chuva,

De que vale as estações?

Num mundo calejado,

Em que quase ninguém move os corações?


Entre chuva, vento ou tempestade,

Aqui se esqueceram da neve

Branca, linda ao cair,

Mas fria e morta  que se escreve...


Oh tempo! Faça o que quiser!

Não importa mais,

Num mundo incapaz de ser justo,

Num clima que não existe mais...


Que importa o mundo lá fora,

 Se o índio já está morto,

Num tempo fora de hora,

Onde o gelo na alma se faz torto!


Oh homens fora da lei!

Que destroem sem tem amor,

Almas geladas longe da paz,

Intrusos para causar dor!


Só espero um monte de passarinhos,

Com alma branca e singela,

Traga bons tempos e carinho,

E transforme tempestade em sol na janela!


Lilian Regina Gonçalves


 

 

 



  


terça-feira, 3 de maio de 2022

Urubus


 Urubus


A paisagem era agradável,

Ao redor da represa a natureza era linda,

Pássaros e flores dançavam de forma amável,

Tudo era perfeito de uma água inda e vinda...


Sabia-se que dali da paisagem 

Só se queria a paz, a paz

Que de lá um dia existiu,

Mas que isso já não era capaz...


O sol se pôs de repente,

Ás águas se tornaram cinzas,

E antes tão transparentes,

Turvas se tornaram infelizmente...


O vento se tornou frio,

Já não se via o fim do horizonte,

E entre a neblina e aquele clima hostil,

Apareceram pássaros negros no céu... 


Apesar de tudo, eles dançavam uma dança,

Seriam lindos se não fossem urubus,

Mas eram lindos naquela andança,

Embora não sabiam que pactuavam com a morte!


Mas não se podia dizer que eram feios,

Eram da natureza, mas causavam medo...

Porque se deliciavam sem freios,

Entre as entranhas dos mortos...


Apesar de só quererem comer para sobreviverem,

Não havia graça no seu voo e nem no pouso,

Ninguém os chamavam de lindos 

Muito menos formosos...


Eram só urubus, apenas riam,

Não sabiam da dor do morto,

Não sabiam da vivacidade dos que lá jaziam,

Eram bandos de olhar torto...


E todos se calaram,

A noite caiu, a névoa surgiu,

Daquilo que já era findo todos choraram,

Mas eles continuaram num grito sombrio e frio...




...